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Homem é condenado por esfaquear duas crianças em um elevador

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Um homem foi condenado por esfaquear duas crianças em um elevador do Brooklyn, uma delas faleceu no local, enquanto a outra, mesmo com feridas graves, conseguiu sobreviver.

Daniel St. Hubert, um homem com um histórico de problemas psicológicos, foi condenado nessa terça-feira (10) por matar uma criança e deixar a outra em estado grave após esfaquear brutalmente as duas há quatro anos atrás num elevador do Brooklyn.

Depois de 24 horas de argumento e decisões, o veredito foi dado: o júri julgou Daniel St. Hubert culpado por assassinato e por tentativa de homicídio. O julgamento durou duas semanas.

No entanto, mesmo que o caso chegado ao fim, ainda fica em aberta a questão sobre o motivo do Daniel St. Hubert ter atacado as crianças no elevador com uma faca de oito polegadas.

 

Mikayla Capers, 7 (esquerda), foi gravemente ferida e seu amigo, o Joshua Avitto, de 6 anos de idade (à direita), foi morto após um homem atacá-los com uma faca em um elevador de um prédio residencial no Brooklyn.

 

O sofrimento de um pai

Avitto, 56, pai do garoto Joshua Avitto que foi morto pelo maníaco portador de uma faca de cozinha, desabafou e disse que não estava pronto para deixar seu PJ ir embora.

“Deus me deu uma bênção”, disse ele. “Eu o tive aos 50 anos. Ele nasceu no Dia dos Pais. Vou lembrar seu sorriso, sua arrogância, seus jeitinhos teimosos. Ele dizia: “Papai, você está bem!” Ele ainda concluiu: “Estou tão ferido”.

 

Como o crime aconteceu

Num domingo do mês de junho de 2014, Mikayla, então com sete anos, e seu melhor amigo, PJ Avitto, de seis anos, saíram de um playground no Boulevard Houses, em East New York, e foram para o elevador do prédio de PJ, nesse trajeto as crianças foram seguidas por um homem.

No banco das testemunhas, uma das vítimas, Mikayla (agora com 11 anos), disse que a pessoa que havia entrado atrás deles – “o homem mau”, como ela o chamava – disse a ela e a PJ para calarem a boca. Quando eles não o fizeram, ele puxou a faca e começou a esfaquear as crianças.

Depois que o maníaco fugiu, a polícia iniciou uma busca que durou quatro dias usando um esboço retirado dos relatos de testemunhas que viram o homem fugir e interrogaram dezenas de possíveis suspeitos.

Os investigadores começaram a rastrear o Sr. St. Hubert, 31 anos, e o prenderam depois que uma amostra de DNA na faca, que ele havia deixado para trás, igualou seu DNA em um banco de dados criminal estadual.

Não foi possível identificar o maníaco por meio das câmeras de segurança, pois não haviam câmeras no local, por conta disso surgiu um pedido para serem instaladas câmeras de segurança nos elevadores desse e demais prédio habitacionais da cidade.

No julgamento, Howard Greenberg, o advogado de St. Hubert, atacou as evidencias e também a testemunha, ele reclamou da evidencia de DNA (encontrada na faca), chamando a ciência de “lixo”, quanto a testemunha, a menina Mikayla, ele a chamou de “delirante” e “uma mentirosa patológica”

O testemunho da menina não foi de todo certo: ela disse que identificou o St. Hubert em uma foto enquanto ainda estava no hospital, no entanto, a primeira vez que o identificou foi no tribunal.

 

O fim de quatro anos de sofrimento

A madrinha de PJ se pronunciou numa mensagem de texto depois que o caso foi encerrado, dizendo: “Finalmente justiça. Quatro anos, quatro meses, nove dias. Finalmente acabou. O dia da sentença está chegando, 15 de abril, e vamos celebrar então. A Deus seja a glória. Eu nunca perdi a esperança e Ele não desistiu de nós”.

O promotor público do Brooklyn, Eric Gonzalez, comentou o seguinte sobre a conclusão do caso:

 “Eu sei que nada trará consolo para a família do pequeno PJ e que Mikayla, que corajosamente assumiu a posição no julgamento, carregará as cicatrizes daquele dia para sempre. É minha esperança, no entanto, que o veredicto de hoje ainda lhes proporcione uma pequena medida de fechamento”.

 

Foto: Reprodução The New York Times