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Aos 88 anos, morre cineasta Vittorio Taviani

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O cinema italiano está de luto após o falecimento de um dos grandes do meio, Vittorio Taviani, morreu na manhã desse domingo, por uma razão ainda não divulgada por ninguém, só se sabe que a estrela já se encontrava doente há muito tempo.

Ao lado de seu irmão, Vittorio fez um dos maiores (se não o maior) filmes dos anos 70, Pai Patrão, conta a história de um garoto que foi obrigado pelo pai a abandonar a escola para trabalhar. Suas tentativas de mudar de vida são destruídas pela ignorância do patriarca. Com o tempo, ele descobre que sua única saída é estudar para adquirir o que seu pai nunca teve: cultura. E somente com essa obra, quebrou diversos recordes e foi extremamente aclamado por entendedores do cinema, sendo considerado, um dos filmes de maior sucesso da época.

Vittorio nasceu em 20 de setembro de 1929 em Toscana, Vittorio era dois anos mais velho que Paolo, com quem formou uma parceria. Fortemente inspirados pelo mestre do neo-realismo Roberto Rosselini, os irmãos, filhos de um advogado antifascista, interessaram-se desde o início de suas carreiras, na década de 1960, por tratar de questões sociais. Seu cinema atípico mistura história, psicanálise e poesia.

Um dos últimos trabalhos cinematográficos dos irmãos, foi “César deve morrer”, que mostra a história de assassinos e mafiosos em uma prisão italiana de alta segurança interpretando a tragédia “Júlio César”, de Shakespeare, ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim, em 2012. O último filme que fizeram juntos foi “Maravilhoso Boccaccio”, de 2015, baseado no “Decameron” do escritor renascentista Giovanni Boccaccio.